sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Itália - Nápoli


Logo depois do natal...tinha próprio sentido uma viagem quase "familiar" como essa...peguei o trem mais longo (demorei mto pra comprar a passagem, acabei ficando sem opção). Foi delicioso sair de Milano com 1 grau e chegar lá com 9...o clima é mesmo outro e apesar de fazer frio, pelo menos conseguia falar sem soltar fumaça pela boca rs...Chegando lá encontrei com o Nani e fomos dar uma volta e comer...foi a minha primeira visão de Napoli...noturna, colorida pelo natal e muito, mas muuuito viva. Conheci o centro histórico com a ajuda do Nani, que me contava cada pedacinho da história, arquitetura e "detalhes" particulares de Napoli...ele foi praticamente um guia turístico, uma ótima companhia (apesar de Napoli falar por si só). Mais tarde me levou na casa da Maria, onde eu passaria esses dias...Foi imediata a simpatia, e recíproca tb...me senti mto a vontade com ela e com suas filhas, Piera e Giorgia...são pessoas que além de toda a educação e gentileza (que é beeem em falta na maioria dos italianos) têm a mente aberta para outras culturas e sabe o verdadeiro significado da palavra "troca"...as 3 viveram mtos anos no Haiti e todos os dias antes de dormir me contavam mtas histórias incríveis de lá...perdíamos sempre a noção da hora conversando, bebendo (rs), fumando...já sinto falta delas.
Foi mto legal rever a Ludovica tb, filha do Nani e da Consoelo, que conheci quando éramos mto pequenas...ela bem mais...me mostrou o seu grande talento que é desenhar e fiquei realmente impressionada com a sua criatividade...Iacopo, o filho mais novo, totalmente maluco e parecidíssimo com o Nani...cheio de energia e, ao mesmo tempo, mto introspectivo, mas que pouco a pouco foi se soltando e virou uma grande companhia! Os passeios foram longos e mto agradáveis, teve dias de sol e um de chuva (bem no dia que deixei pra conhecer Capri, e que acabei desistindo momentaneamente...pq um dia volto!). Senti que Napoli é, sem dúvida, a cidade mais energética da Itália, mais movimentada e mais doida tb! As pessoas falam alto, brigam, riem, se conhecem. O trânsito é absurdo, todos dirigem como loucos sem a menor preocupação com a "direção defensiva", todos os carros são riscados, velhos, batidos, com vidros quebrados....param em fila tripla, não somente dupla! Encontrar uma vaga para estacionar foi um evento tão único que o batizamos de "milagre natalício"...em 3 dias o Nani perdeu os dois espelhos laterais do carro e o mais bacana foi ver a reação de um típico napolitano (apesar de ser brasileiro) dizendo: "Que bom, agora tá mais harmônico" (mta risada)...famílias em cima de motos caindo aos pedaços, nenhum com capacete, nem crianças...ruas lotadas de gente caminhando, cantando, brigando, contrabandeando, batucando (juro!). Finalmente comi a famosa pizza napolitana, vi o tão esperado Vesuvio (e tive a piração de que a cidade tem essa energia toda por mérito dele...já que é como uma garrafa de champagne pronta a explodir a qualquer momento, pulsando em baixo dos pés dos napolitanos)...suas colinas, sua parte burguesa, mais calma, mas de forma nenhuma organizada...amei! achei fantástico comparar cada centímetro com o norte com quase nenhuma chance de achar algo em comum...deve ser duro viver em Napoli...precisa ser superior. Tem que se acostumar com o stress e rir dele...ter cuidado com a violência, mas sem fechar os olhos pra ela (como fazem os nórdicos), tem que fazer parte, tem que saber viver aquilo tudo.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Holanda - Amsterdam!


Talvez a viagem mais esperada, queria chegar lá o mais rápido possível...e graças a "Murphy" pegamos um atraso de vôo de 2hs...rs...acabamos chegando lá bem tarde já. A simpatia com a cidade foi imediata, achei incrível a forma como suas ruas e canais conspiram pra loucura hehehe...as casas são todas estreitas e longas de comprimento, com formatos parecidos mas que não seguem uma simetria...são tortas, algumas caídas pra frente ou pra trás, coloridas. Uma das coisas mais malucas é ver os reflexos dessas casas nos canais, onde o resultado final é ainda mais diferente e único. Amsterdam é conhecida pelo seu porto, seus museus, sua zona de meretrício (Red Light District), seus coffeeshops, suas milhares de bicicletas (quase todas as ruas tem pistas pra ciclistas) e seus tantos canais...Achei muito interessante ver o quanto é uma cidade livre dentro das suas próprias regras...o "bairro da luz vermelha" é incrível, com suas vitrines de prostitutas, algumas bem no alto, outras quase subterrâneas...ruas cheias de sex shop, shows eróticos, cinemas gays e museu do sexo. Tudo vermelho, iluminado...a prostituição nos Países Baixos é completamente legalizada nas zonas designadas para ela. Os famosos coffeeshops, onde é autorizado o consumo de drogas "leves"...dentro da maioria deles não pode consumir bebidas alcólicas e nem fumar tabaco...achei ótimo isso, assim não se misturam os efeitos, e os coffees mantém aquela tranquilidade...onde ninguém grita, quebra alguma coisa...o cheiro é único (hahaha) e as decorações são malucas!!! Alguns foram realmente marcantes...um budista, com paredes laranjas, cheio de imagens e estátuas indianas....um outro do Bob Marley, bem jamaica com um banheiro maluco, onde eu via todos enqto fazia xixi, mas ninguem conseguia me ver hehehehe....e mtos outros, cada um com a sua particularidade e com todos os instrumentos preciosos pra intensificar a piração! rs..se é que isso é possível....Amsterdam é lotada de lojas de todos os tipos, principalmente daquelas que a gente nunca viu antes na rua...onde vc pode entrar, escolher, comprar coisas que normalmente devemos nos arriscar mais pra conseguir...é uma comodidade absurda...
Imperdíveis também são os museus...claro que não consegui ver tudo, mas aqueles que tinha muita curiosidade sim. A casa de Anne Frank foi uma experiência bem interessante, é um museu no próprio edifício onde ela e sua família e outras quatros pessoas judias permaneceram escondidas nos anos da ocupação nazista, durante a Segunda Guerra Mundial...depois do diário de Anne Frank ter sido traduzido em outras línguas, ela ficou bem conhecida como ícone de oposição à intolerância e a discriminação racial. Mtos outros são bem legais, como o Van Gogh, etc...


Nesses dois videos, um pouco do Red Light District ou bairro da Luz Vermelha e um dos Coffeeshops (nesse eu apareço, à pedidos, neh Débora!! hehehe)!


Enfim, Amsterdam foi muito mais...muito mais do que posso escrever aqui, mas que eu vou ter muito prazer em contar, pessoalmente, em janeirão, q tá chegando!!!! Foram 3 dias que duraram uma eternidade...o frio era intenso, mas não choveu...por sorte! Não estava tão florida, mas o mercado de flores no canal continuava lindo...repleto de tulipas... e voltar dessa foi bem dificil.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Portugal - Lisboa!

Como tudo é mais fácil em português...que delícia desembarcar em um aeroporto onde entendo perfeitamente tudo que está escrito, onde não preciso formular frases na cabeça antes de pedir uma informação...tudo foi mais espontâneo, e principalmente, fácil. Chegando lá, já de noite, conheci uma italiana, Cristina, que morou lá em Lisboa por 1 ano...estava voltando agora para um Festival de capoeira...a simpatia foi instantânea, jantamos juntas, saímos e assim foi a primeira impressão da cidade...ela me mostrou as vistas mais bonitas de noite, cheias de luzes típicas do natal. Dessa vez fiquei em uma "pensão"...hehehe..e foi bem legal...uma senhora budista (coincidência ou não) me alugou um quarto da casa dela...e que casa!!! cheia de budas de todos os tipos, cores! aliás, a casa era cheia de tudo! eu andava de meia pra não quebrar nada..rs..o único "problema" é q esse apto dela era no sexto andar...de um prédio sem elevador...rs..foi engraçado. Apesar de Lisboa ser a capital e, teoricamente, a metrópole de Portugal, achei mto organizada, e "tranquila" em comparação com as outras metrópoles onde estive. Claro que os olhos de uma turista vêem a cidade de uma forma que nem sempre corresponde à realidade. Ela é localizada na margem direita do rio Tejo e o seu centro histórico é composto por sete colinas, o que deixam a cidade com uma atmosfera mais romântica...cheia de vielas estreitas (algumas delas são estreitas demais pra permitir a passagem de veículos), bondinhos, funiculares, ruas de pedras...Outra coisa que achei bem característica foram as roupas penduradas nas varandas de apartamentos, as calçadas desenhadas alternando pedrinhas brancas e pretas (dizem q no verão a luz do sol reflete nas pedras brancas dessas calçadas e dá uma impressão de cegueira, ninguém consegue enxergar mto por causa da quantidade de luz), as tantas paredes e muros pichados com protestos ou curiosidades bem espirituosas...andei mto por aquelas ruas...me perdi várias vezes nas vielas "iguais", mas em Lisboa é mto fácil se encontrar de novo...tem mta sinalização, principalmente nos meios de transporte. O metrô é lindo, limpo, mto simples (pelo menos as linhas que peguei) e os bondinhos, trans, ônibus a mesma coisa... Tive sorte com o tempo...de manhã fazia sol, apesar do ar um pouco frio e de tarde chuva...mas nada comparado ao frio insuportável aqui de Milão ehehehe...amei ter fugido...o pessoal do hospital ficava mandando mensagem dizendo que tava nevando mto, q nao dava pra andar e tal...Bom, procurei aproveitar o meu curto tempo lá da melhor forma possível, conhecendo os principais monumentos, ruas, lugares...a pensão que eu tava ficava na Baixa, perto da Praça da Figueira, do lado do Rossio, ou seja, acesso fácil à tudo com o metrô, ou com os carris na Praça do Comércio... conheci o Bairro Alto (principalmente de noite, onde a maioria dos jovens da cidade se reúnem), a Alfama com suas ruas estreitas, típica cidade árabe, onde ainda tem como tradição o Fado (intenso e triste), tem o Castelo de São Jorge e a Catedral de Lisboa, depois fui pro Belém, que é a zona ribeirinha do Tejo, onde tem o enorme Mosteiro dos Jeronimos, com os restos mortais de Camões, tem tb a Torre de Belém, que achei única... no outro dia fui no Parque das Nações, que é bem longe do centro mas de fácil acesso tb...e depois não resisti ao Oceanário...rs...me senti uma menininha de 10 anos...e foi mto bom! Fazia tempo que não me sentia tão tranquila assim, como fiquei naquele lugar...foi terapêutico! hehehehe...Fiz até um video das lontras hehehe....irresistivel! me apaixonei ....aí vai!!!!




Enfim, esse é só um resumo das mtas coisas que rolaram lá em Lisboa...conheci mta gente, comi bacalhau, sardinha, pastel de belém....matei a saudade do português, apesar da pronúncia completamente diferente...tomei vinho do porto, e mta cerveja (q por sinal é bem barata lá), virei freguesa das croissanterias, troquei de piercing, comprei um Buda...senti saudade já antes de ir embora...foi estranho! É horrível qdo tenho que me despedir de um lugar que gostei mto...olho sempre mil vezes antes de virar as costas...sempre com medo que seja a última vez.





Voltando pra Italia mta turbulência, atraso do vôo, controle...e chegando em Milão praticamente um choque térmico!!! Mto frio, chuva, neve e ainda faltavam 10 estações do metrô e um onibus, que ainda demoraria uma hora pra passar. Resultado já esperado...resfriado! e plantão no dia seguinte espirrando a cada 10min! hehehehe...e foi assim, que mais uma vez cheguei em casa cansada e feliz.



segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Londres e Dublin!




Dessa vez fomos em três. Chegamos em Londres umas 2 da manhã, depois de passar pelo belo controle no aeroporto, onde eu tive q ficar quase nua e dar altas explicações dos motivos de passar tão pouco tempo por lá...dava vontade de responder que tinha ido fazer um estágio de terrorismo, que tentaria explodir alguns lugares importantes e voltar pra casa tranquila, a tempo de comer uma "pasta"....é impressionante como eles são frios nos aeroportos de Londres...desconfiam de todos, sem excessões! Já tinha me esquecido de como tinha sido qdo fiz a escala lá, pra vir pra Italia. Enfim, chegamos no centro sem ter reservado nenhum lugar pra ficar (pra variar)...tinha acabado de chover, nenhuma alma viva nas ruas...a maioria dos albergues cheios, sem vagas! hehehehe....bom, conseguimos um! finalmente...e mesmo com aquele "inglês de viajante" choramos o tão famoso desconto, com a tão tipica resposta londrina...NÃO! hehehehe e ponto. No dia seguinte, correria! Tínhamos pouco tempo pra ver tanta coisa...o tempo não ajudava....frio, chuva, guarda-chuva quebrado, vento, câmera q não podia molhar. Longas caminhadas!! Bem divertidas todas, sem dúvida! Fish and Chips de almoço (faz parte de estar em Londres), principais monumentos, complexo Westminster, Big Ben, London Eye, Trafalgar Square, Piccadilly Circus, Oxford, Hyde Park, Buckingham Palace...etc. Logo que cheguei gostei...mesmo de noite, chovendo, sem conseguir ver muita coisa...tem uma outra energia...é moderna, maluca, organizada, lotada. As casas são lindas, todas mto parecidas como arquitetura, mas em cores diferentes... Por falar em cores, qdo penso em Londres a primeira cor que vem na cabeça é o cinza...hehehe....deve ser pq o tempo lá é sempre assim...não importa muito a estação do ano...e de noite, sem dúvida, são as luzes...coloridas...que dão toda a cor à cidade. É bem interessante, um pouco caótica tb nos horários de trânsito, mas extremamente limpa e organizada. Dia bem aproveitado, mtas risadas e muuuita roupa molhada! hhehehehe....


No dia seguinte, acordamos cedo e voltamos pro aeroporto, rumo Dublin, na Irlanda... Mais um controle básico, porém, lá as pessoas foram mais gentis, e mais pacientes com o nosso inglês montado...rs...ficamos na casa de uns amigos da Gi, todos brasileiros...dois paulistas e quatro gaúchos...bem apropriado pra um domingo de Palmeiras X Grêmio....foi bem divertido! apesar do palmeiras ter perdido! Achei Dublin bem legal....tive até vontade de morar lá por um tempo...é uma cidade linda, movimentada mas não caótica...cheia de pubs, música e ruas estreitas com cafés, e chão de pedra...



Tivemos sorte, chegamos no dia em que a cidade acende a árvore de natal...na praça principal..tava lotado de gente! Tinha uma apresentação de algumas bandas, mtos artistas de rua, alguns eventos pra criançada...e todos q contavam os segundos para que a árvore se iluminasse! Foi bem bonito! Aí vai um vídeo com o resumo da obra heheheh....




De noite passamos em alguns pubs e ficamos no "Mezz", um pub bem legal todo decorado com a publicidade de filmes clássicos como "Laranja mecânica", "O iluminado", etc..a banda que tocava era ótima, não resisti e comprei um cd...com o objetivo de fazer duas 3 cópias...pra 3 pessoas que com certeza fizeram parte daquele momento!




Voltando pra Itália, uma surpresinha!!!! Greve geral dos meios de transporte...pois é, isso tb acontece aqui! ehhehehe....perfeito pra quem tem q fazer plantão de manhã e de noite no dia seguinte! hehehehehe...correria das boas! Só pra não acontecer de eu esquecer....o quanto amo essas viagens repentinas, sempre na improvisação! Bom demaaaais, maaaais uma vez!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

França - Paris e Versailles

Fui subindo, passei por Novara, Torino, Vale da Aosta, Mont Blanc...até chegar na fronteira com a França. Passando a fronteira entrei em um túnel muito longo que não acabava mais...saí da Itália com muita luz, lendo uma parte mto boa do livro...mas não dava pra continuar, o túnel era bem escuro...finalmente, depois de longos e poucos minutos volta a claridade! Bem mais clara dessa vez...tudo branco, literalmente. Neve? Mas já? As pessoas não entendiam, ao invés de simplesmente olhar, apreciar, perdiam tempo discutindo todas as hipóteses possíveis para ter nevado na fronteira, e só lá. Eu não me mexia, hehehe, foi a primeira vez que vi neve e achei lindo ter sido assim, de uma forma inesperada...eu não fui atrás dela, não viajei pra um lugar pra ver neve, não esperava ver tão cedo, no outono...aliás...o outono foi a característica predominante dessa trip...todo o verde das folhas foi transformado em marrom, roxo, vermelho, amarelo...e, aquelas que caíram das árvores continuam enfeitando as ruas, no chão. Sem dúvida foi a estação que eu mais gostei na Europa..agora que já vi as 4 estações, posso dizer. Chegando em Paris, a primeira surpresa foi um trânsito infernal que eu não via desde São Paulo (Morumbi - centro) hehehehe...por um lado foi bom, não tinha pressa, fui acompanhando a dinâmica da cidade, vendo suas ruas, suas cores...percebi que é frenética, uma metrópole mesmo (segunda maior metrópole da Europa, só menos populosa que Moscou), mas que mantém características de cidadezinhas pequenas, como pequenas pontes, jardins com coelhos e flores, bicicletas, fontes, o rio Sena...em alguns pontos menos frequentados deu até pra esquecer que eu estava em Paris...Amei os pontos agitados, cheios de vida..é mto colorida, elegante e charmosa...No primeiro dia conheci os monumentos mais importantes de noite...a Torre Eiffel, que para minha surpresa, estava azul e brilhava a cada hora, por 5 minutos..é uma piração vê-la brilhar assim, com seus 324 metros de altura (foi criada em 1889, planejada inicialmente pra ficar de pé por 20 anos..rs).






Vi a Champs-Élysées, avenida famosa, cheia de turistas e lojas de marcas enormes... o Arco do Triunfo construído por Napoleão Bonaparte em homenagem às vitórias francesas...o Montmartre, que é uma área histórica, com a basílica do sagrado coração e a rua "vermelha", com o Moulin Rouge e seus botecos, heheh. Caminhando em direção à basílica, vi a banca de frutas do filme da Amelie Poulain, um dos meus preferidos...a trilha sonora me acompanhou a viagem toda, claro. Os dias foram bem cheios, passando pelas Galerias Lafayette, pelo cemitério onde o Jim Morrison foi enterrado, a Catedral Notre Dame, totalmente gótica...na segunda noite peguei um tipo de "balsa", onde pude ver a maioria desses monumentos de noite, todos iluminados. Chovia o tempo todo...muito frio...ás vezes caminhava na chuva mesmo, mas qdo apertava muito pegava o metrô, que por sinal é mto bem sinalizado, difícil de errar e se perder. No sábado tinha dois objetivos que sabia que levariam o dia todo....o primeiro foi chegar à Versalhes, pois queria mto ver o Palácio real, centro do poder do Antigo Regime na França...é realmente enorme, luxuoso...um dos maiores do mundo, construído pelo rei Luís XIV, o Rei Sol, a partir de 1664...o quarto da Maria Antonieta, os quadros...parece tudo de ouro, é impressionante. Claro que o motivo principal de ter ido foram os famosos jardins da corte real, que são incríveis...uma dimensão absurda...cheio de fontes que contam histórias...praticamente um labirinto.. Voltando de Versalhes, correndo contra o tempo heheh, fui direto pro Louvre, uma das minhas maiores expectativas pra mim em Paris...cheguei a tempo de pegar uma visita guiada (mto importante pois o museu é enorme e a possibilidade de não encontrar as obras que vc foi pra ver é bem grande)...dizem que para conseguir conhecer todo o Louvre, vc teria que visitá-lo por pedacinhos, indo todos os dias por mais ou menos 2 anos (...) rs...Enfim, consegui ver bem as obras que tinha em mente, principalmente as italianas e gregas...tive um pequeno problema para conseguir chegar até a Mona Lisa...deixei por último e o museu estava pra fechar (feriado)..a briga foi feia...a italianada que tava no mesmo grupo que eu, com a guia francesa, começou a dar escândalos, chorar, correr, ultrapassar a guardia do Louvre... depois de mta conversa e gritaria, deixaram a gente passar por 5 minutos...dedicados todos ao sorriso mais famoso e misterioso do mundo. Fiz muitos vídeos lá, mas deixo aqui dois: um que mostra o nosso "problema de percurso" e outro que mostra a guia explicando a origem "hermafrodite"...ela é francesa, explica em italiano, mas acho q dá pra entender.






Entre outras coisas, Paris foi isso. A impressão que ficou é de uma cidade luz mesmo, muito livre, limpa, com atrações para todos os gostos e, principalmente, com o outono mais lindo que eu já vi. hehehe...Foi um dos poucos lugares que passou pela minha cabeça como seria morar, viver aquelas ruas, aquele movimento...Formou-se uma idéia. (rs).





terça-feira, 14 de outubro de 2008

Grécia!


Quando cheguei no aeroporto de Atenas encontrei um ônibus que vai até o centro da cidade, assim procuraria um albergue mais próximo às principais atrações da cidade. Logo descobri que era meio "impossivel" ficar em um ponto acessível a tudo, já que Atenas é enorme!!! Esse ônibus não chegava nunca no centro! Eu já tinha certeza de ter pego o onibus errado, tava achando mto estranho...mas não...era isso mesmo! Longe! Por um lado foi ótimo, fui vendo a dinâmica da cidade...as cores...o movimento...e, posso dizer que é infernal! rs.... Muitos carros, motos, onibus, trans (aquele trenzinho urbano tipico europeu), mto trânsito, barulho, buzinas (pior q São Paulo, eu juro)...tenho que admitir o choque..rs...poxa, vim da Itália, da minha cidadezinha calma, onde todos os carros param pra vc passar, e percebi que realmente me acostumei a viver aqui...até pq quase fui atropelada algumas vezes...hehehehe...Os gregos de Atenas são malucos...gritam, dançam, te fazem mil perguntas em uma frase (tudo isso enqto caminham rs), até param no farol fechado, mas claro, em cima da faixa. Fiquei preocupada...talvez não seja tão simples assim me readaptar com São Paulo...pensei nisso pq mtas vezes o barulho de Atenas me incomodava...a ponto de sair andando à procura de um lugar silencioso....encontrei esse lugar e era exatamente aquele que não esperava. Acropole de Atenas...claro que imaginava o qto é especial, até pq é uma colina rochosa de topo plano com 15o metros de altura do nível do mar...mas pensava que estaria lotada de gente...me enganei! Tinha pouquíssimos grupos de pessoas (excursões organizadas), bem separados...talvez eu fosse a única sozinha, ou pelo menos, não vi mais ninguém q não estivesse em grupo... É piração...venta muito, obviamente, o que contribui pra aquela sensação de estar sozinha no mundo, com todas aquelas energias naturais (vento, pedra, sol, nuvem), as ruínas que serviam originalmente como proteção contra invasores e cidades inimigas, e toda aquela dimensão que só estando lá pra entender mesmo...Algumas das suas estruturas ainda estão de pé, como o Propileu (portal para a parte sagrada da Acrópole), o Partenon (templo principal, símbolo da arte grega e democracia), o Erecteion (templo dos deuses do campo) e o templo de Athena Nike (simboliza a harmonia do estado de Atenas).



Outra coisa imperdível em Atenas é o Museu Arqueológico Nacional, enorme, com mtas peças encontradas em escavações, importantes coleções neolíticas, cicládicas, micênicas, tantas esculturas representativas da mitologia grega (as minhas preferidas, assim como as suas histórias metafóricas...perfeitas..), é um museu que realmente vale a pena !

Na minha última noite em Atenas resolvi ver o ponto mais alto da cidade, ou seja, subir a colina...hehehe...no caminho fui comprar uma água e tive q beber dois copos de "cachaça" grega ehhehehe (não me lembro o nome, só lembro q era beeem forte), é, os gregos são mto gentis e divertidos...e não aceitam "não" como resposta! Enfim, continuei subindo, subindo, até encontrar a funicular! ótimo, dessa parte a diante subiria sentadinha ehehehe....chegando lá em cima me deparo com uma decoração diferente, típica de um...casamento grego? ? ? ? Pois é, estava rolando um casamento...hehehe...e eu tinha entrado de "bicão" sem saber...hehehe...talvez algum grego tenha tentado me avisar, mas claro q eu não entendi....Enfim, o jeito era participar! ahhahaha...tive q beber mais alguns copinhos na entrada...faz parte da tradição (rs)...me tratavam mto bem, será q estavam me confundindo com alguém? ou talvez pensaram q eu era a fotógrafa da festa pela câmera gde? Não sei. Nunca vou saber. Foi ótimo, voltei bêbada, conversei com várias pessoas, não sei nem em q lingua...hahahaha...
Bom, esqueci de contar que sou mto sortuda...hehehe....e logo que cheguei no centro de Atenas fui pedir informação, em inglês, a mulher que me respondeu era uma grega que morava no Brasil há mais de 20 anos hahahahaha, ou seja, falava mto bem o português e o grego, claro...pra melhorar, ela me disse que o seu irmão era o organizador de umas excursões para a maioria das ilhas gregas......hahahah....exatamente o que eu queria fazer!! coincidência não? hehehehe...Enfim, todo mundo sabe q é "salgado" conhecer algumas ilhas...pois é...pra mim foi docinho hehehehe...o preço...mta sorte mesmo! Foi então que conheci a ilha Hydra, a primeira das 3 ilhas escolhidas...achei linda, bem pequena e toda branca com detalhes azuis...aliás, essa é uma característica bem forte das ilhas gregas, as casinhas parecem bolos de casamento...hehehe....brancas e quadradas, sem tantos desenhos...bonitas pela simplicidade...Hydra era cheia de gatos por todas as partes, depois fiquei sabendo que os moradores gostam mto deles e é sempre uma festa qdo nascem mais gatinhos, dá pra ver mesmo o qto eles se sentem "proprietários" da ilha, heheh...tem tb mtos burrinhos pra passeios curtos, já que a ilha é bem pequena mesmo...depois de Hydra fui pra Poros, outra ilha interessante, mas bem diferente da primeira..era já mais movimentada, com algumas bicicletas, e motos...bem bonita tb. E a terceira e última foi Egina, que é uma ilha realmente grande...mto bonita, com folhas vermelhas e amarelas, paisagens incríveis, comidas típicas mto boas e um pôr-do-sol maluco, com várias cores...Infelizmente não consegui conhecer outras ilhas que queria muito, pois eram mto longes...como Santorini, por exemplo...8hs de barco partindo de Atenas...vai ficar pra uma próxima, não teve jeito...mas fiquei mto feliz de ter visto pelo menos 3 das que eu queria..são lindas e mto tranquilas, principalmente Hydra. O tempo tb ajudou mto...apesar de estarmos no outono, fazia mto sol com vento, perfeito pra Atenas, que é uma cidade para se andar muito... apesar de todas as opções de meios de transporte, eu recomendo a boa e velha caminhada, foi o melhor jeito pra conhecer a cidade... sempre descobria algo bacana entre o lugar que eu estava e o lugar onde queria chegar...coisas que não acontecem qdo vc usa o metrô, por exemplo...Foi assim, em uma dessas caminhadas que conheci Plaka, um bairro muito vivo, principalmente de noite...cheio de negócios, lojinhas de tapetes (sim, aquela foto do tapete é em Plaka), sandálias gregas, vestidos etc..é mto gostoso andar por lá, todos te chamam, querem conversar, apaecer nas fotos (hehehe), saber de onde vc é, o q faz, etc,...são simpáticos e vivos! Ruas cheias de cachorros, e o engraçado é q lá eles andam em bandos...latindo e correndo atrás dos carros hehehehe, como se estivessem cuidando das suas casas...
Enfim, a barulhenta e agitada Atenas, com suas ilhas brancas e calmas, vai deixar saudade e ótimas recordações na memória...a maioria delas repleta de boas risadas e pessoas especiais q a gente encontra no caminho! No momento de pegar o avião de volta pra Itália tive um pequeno "contratempo" (neh Ágatha!!!! rs) no aeroporto, um certo presente, pra uma certa amiga, me deu um pouquinho de trabalho hehehehe.....

Já to com saudades daquelas ruas...

domingo, 5 de outubro de 2008

Sardegna!

Partimos de Genova, dessa vez de navio...12 horas depois chegamos em Olbia, porto da Sardegna, e por sorte, conseguimos ver o sol nascendo ainda no meio do mar...um espetáculo de cores, mudando gradativamente os tons de azul... A sardegna é, em extensão territorial, a segunda maior ilha do mar mediterrâneo, ou seja, é bem difícil de conhecê-la na sua totalidade...por esse motivo quis conhecer um pouco das belezas de cada região, as praias mais famosas, as praias onde o turismo ainda não chegou (foi ótimo ter ido com um sardo, principalmente por isso), e tb aquelas mais difíceis de conseguir chegar, já que o território sardo é predominantemente montanhoso. Bom, partindo com essa idéia, conheci algumas belas praias de Olbia, o arquipélago della Maddalena, a Costa Esmeralda, que são cheios de piscinas naturais de água azul clara, transparente...com areia bem branca e um sol de 40 graus, sem sombras....perfeito. Tem uma extensão enorme e vale a pena subir nas montanhas mais altas pra ver todo aquele azul de um outro ângulo... Dormíamos sempre em Gergei, uma cidadezinha linda, mais ou menos perto de Cagliari, a capital da Sardegna..adorava passear pelas suas ruazinhas, principalmente de noite...é toda bonitinha, cheia de pedrinhas e flores, ruas estreitas, iluminadas, quase sem movimento...praças onde todos se encontram...uma comunidade que parece mto feliz, que cozinha muito bem, produz seus próprios ólios, licores, frutas, vinhos...e mtos animais...aliás, a Sardegna foi um dos poucos lugares aqui na Itália onde eu vi animais livres, não domesticados, perto dos humanos por escolha. A gente deu sorte de conseguir ver algumas festas típicas de Gergei, com desfiles mostrando um pouco a tradição deles...outra coisa interessante e imediatamente impactante lá é o dialeto, ou melhor, a lingua sarda...qdo cheguei fiquei assustada, não esperava tanta diferença assim, até pq já me acostumei com os tantos dialetos na Itália, mas nenhum até hj tinha me surpreendido tanto quanto esse, sardo...é realmente um outra lingua, minha primeira frase lá foi: "non si capisce un cazzo!!!" e não se entende nada mesmo...até o modo de falar dificulta mais ainda...é fechado e mto rápido, e o engraçado é que algumas palavras em sardo são iguais em português...e diferentes no italiano "universal" (se é q ele existe..).




















A Cala Goloritzè, foi, sem dúvida, o lugar que eu mais gostei da Sardegna...tinha pouca gente porque é uma trilha cansativa pra chegar até lá...na ida é descida, passa rápido apesar de ser quase o tempo todo em pedras pequenas e que machucam beeem os pés...o problema maior é na volta...uma subida que não acaba mais, quase sem sombras pelo caminho. Bom, a primeira visão de Goloritzè foi de cima, ainda nas montanhas e mesmo de longe senti que seria especial...foi aquele arrepio que senti poucas vezes qdo pisei nas praias mais bonitas que já vi...e que ficaram no meu pensamento pra sempre. Não tem areia, só pedras redondas e achatadas, de tamanho pequeno a médio, e na grande maioria brancas (leite!) ou com detalhes coloridos que parecem pintados, desenhados...não machucam, pelo contrário, parece que massageiam (tá parecendo uma poesia já hehehehe...). A água é essa da foto acima, à esquerda e daquela que inicia essa postagem...embaixo daquela "pedra furada" a água é um azul bem escuro, mto gelada e é a pedra preferida pra pular..rs...a minha preferida vai....

Outra que eu gostei muito foi a Is Arutas, mais conhecida como "praia do arroz" (spiaggia di riso)..chama-se assim pela sua areia particular, que parece muito com arroz como formato e possui cores branca e rosa...é incrível tb pois tem uma grande dimensão, e sempre com esse "arroz" em muuuita quantidade...lá a água é mto fria, e mesmo com o forte calor são poucas pessoas que entram...a cena é curiosa, a parte de "arroz" lotada e ninguém na água! Dizem que é uma praia mto calma, sem grandes multidões, mas no dia em que fui estava bem cheia...

Conheci outras muitas praias da Sardegna, mas as que eu citei foram realmente as que eu mais gostei...foi ótimo estar lá para ver tb o quanto muitos comentários "externos" não correspondem sempre à realidade...Muitos associam a Sardegna à "praia de famosos", "de bacanas", "só iate", "ilha mais cara"...claro que essa parte existe, infelizmente o turismo cria essa situação, mas não é só isso...tem uma simplicidade que fez eu me apaixonar e me sentir em casa, como qdo ia em algumas ilhas no Brasil...os sardos são pessoas incrivelmente calmas e passivas, unidos, sem as rivalidades que eu costumo ver por aqui, na Itália...me encantei...vou voltar!